Talvez você já esteja se deparando com citações do termo Openstack, cada vez mais recorrente em publicações sobre avanços tecnológicos. Ele deriva da computação em nuvem e recebe colaboração de mais de 180 organizações em todo o mundo, incluindo a gigante IBM, para seu desenvolvimento.

Quer entender o que é Openstack, como funciona, quais suas funções e vantagens? Então continue lendo!

O que é Openstack?

Openstack nada mais é do que uma infraestrutura de código aberto como um serviço (IaaS) usada para criar e gerir grandes grupos de servidores virtuais privados em um centro de dados.

Dito de outra forma, é uma plataforma de computação em nuvem, projetada para ambientes de infraestrutura como serviço, que possui seu código aberto (open source), ou seja, permite que qualquer profissional ou empresa interessados colaborem com o projeto.

Essa plataforma foi projetada em 2010 a partir de uma parceria entre a National Aeronautics and Space Administration (Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço ― NASA) e a Rackspace Hosting. O objetivo das duas organizações, inicialmente, era permitir que as empresas consumissem serviços de computação em nuvem com elementos de hardware padrão.

Algum tempo depois, o Openstack foi incorporado à arquitetura dos sistemas Linux, o que fez com que as demais companhias que trabalham com este sistema operacional seguissem o mesmo caminho. A partir daí, a plataforma passou a se popularizar.

Oficialmente, o Openstack tornou-se uma organização independente e sem fins lucrativos em setembro de 2012. A comunidade Openstack, que é supervisionada por um conselho de administração, é composta por muitos concorrentes diretos e indiretos, incluindo IBM, Intel e VMware.

Como é a estrutura e as funções do Openstack?

Um dos fortes elementos do Openstack é a sua arquitetura. Para melhor compreendê-la, é importante saber que ela se subdivide em onze módulos correspondentes aos principais componentes, cada qual responsável por um tipo de tarefa.

A seguir, veja como estes módulos são chamados e quais suas funções dentro da plataforma:

  1. Nova: fornece máquinas virtuais (VMs) sob demanda;
  2. Swift: entrega um sistema escalável que suporta o armazenamento de objetos;
  3. Cinder: blocos de armazenamento para máquinas virtuais convidadas;
  4. Glance: fornece um catálogo e repositório para imagens de disco virtual;
  5. Keystone: autenticação e autorização para todos os serviços Openstack;
  6. Horizon: fornece uma modular web-based de interface de usuário (UI) para serviços Openstack.
  7. Neutron: entrega conectividade como um serviço de rede entre a interface de dispositivos gerenciados por serviços Openstack;
  8. Ceilometer: fornece um único ponto de contato para sistemas de faturamento;
  9. Heat: fornece orquestração de serviços para múltiplas aplicações em nuvem;
  10. Trove: base de dados como serviço de provisionamento para bancos de dados relacionais não relacionais;
  11. Sahara: entrega serviços de processamento de dados para recursos Openstack.

Quais são as vantagens de adotar a plataforma Openstack?

Um dos principais pontos de destaque do Openstack é que, com ele, é possível criar ferramentas para construção e gerenciamento de nuvens públicas e privadas.

Para entender isso, imagine que o Openstack faz a automatização dos recursos de TI obtidos por meio da nuvem. Com isso, entre outras coisas, a capacidade de um serviço em execução pode ser ampliada conforme as demandas do negócio.

Outra vantagem é que o Openstack faz com que os recursos de uma infraestrutura em cloud computing já existente possam ser compartilhados com as demais aplicações.

Imagine, por exemplo, que uma empresa desenvolvedora de sistemas de vendas está em processo de implementação de uma nuvem privada. Ao utilizar o Openstack, ela consegue fazer com que toda a sua rede também tenha acesso aos recursos, de forma ilimitada.

O que você achou da nossa explicação sobre o Openstack? Se ficou com alguma dúvida, deixe um comentário. Veja agora como contratar uma consultoria de TI!